Trama Nacional

BO

Bolivia

A Bolívia é uma beleza que seus próprios governantes não merecem. Uma beleza que não está nas paisagens dos cartões-postais, mas nas pessoas que as habitam, nas mãos que semeiam, nas línguas que resistem, nos corpos que todas as manhãs voltam a apostar na vida.
É dessa Bolívia que viemos. Três jovens que chegaram carregando cada um sua própria geografia e que, entre vozes de oito países, teceram, discutiram, compartilharam realidades e resistências, compreendendo que a diversidade é a própria matéria do tecido e não uma distância. Somos jovens que voltaram transformados em fios, das cores do phullu e das redes, do tecido do voko, prontos para nos entrelaçarmos em algo maior. E nesse tecer coletivo, é Jacqueline quem entrelaça o que somos: 
“Somos a aquarela dos territórios, as vozes diversas, as lutas que unem, que convergem, que se discutem, desde as montanhas com a sabedoria dos Apus, desde o verdejante com o guardião Kaa Iya, desde as metrópoles na ecologia do cimento, das trilhas de plantio e sustento coletivo da vida, das águas do Mamoré onde o Jichi cuida do que ainda está vivo, das planícies onde o Inti e a Jasi nos anunciam que a vida se apresenta no grande Tear Latino-Americano, para dizer: somos parte da construção de novos horizontes para a Casa Grande, a Casa Comum” (Jacqueline).
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